A finalidade deste Blogger é trazer assuntos agradáveis e inteligentes para nossa reflexão analisados de uma perspectiva ética cristã.
A idéia é que os textos sejam criativos, de fácil entendimento e "gostosos" de serem lidos e comentados, assim com um bom papo com amigos em uma praça pública.
Obrigado pela visita e espero que goste.
Josué Praça
“Elias teve medo e fugiu para salvar sua vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo (Eliseu) e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: 'Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que meus antepassados.'” 1 Reis 19.3,4 (NVI)
Provavelmente você já conhece esta história do grande profeta de Deus, Elias. Realizou milagres maravilhosos pelo nome do Senhor, mas quando foi confrontado por Jezabel, teve medo e fugiu para o deserto (leia os capítulos 18 e 19).
No trecho acima vemos uma situação triste na vida de Elias em que pede a morte. Chegou a pensar que havia vivido tudo o que o Senhor tinha para ele. Entrou em depressão (apesar de a Bíblia não citar esta palavra, Elias experimentou todos os sintomas de quem sofre desta doença).
Um dos motivos desta situação terrível encontra-se no versículo 3: “Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto.” Elias estava exausto, teve medo e foi para o deserto. Enfrentou dificuldades terríveis, sentimentos desagradáveis e sozinho. Não quis a companhia de seu servo amigo.
Quantas vezes nos amedrontamos diante de situações que fogem ao nosso controle e nos isolamos de tudo e todos.
Esta não é a melhor saída. Tenho certeza que se Eliseu estivesse ao lado de Elias, com certeza a história seria diferente. Ele o teria levantado com palavras motivadoras, o lembraria dos feitos notáveis realizados pelo Senhor através dele. Teria a visão correta da situação e do seu futuro com o Senhor.
Elias pediu a morte porque estava só. Sem apoio e sem visão de futuro quase sucumbiu. Mas o Senhor foi misericordioso, como sempre.
Não passe sozinho nesta. Compartilhe suas necessidades com pessoas espirituais e maduras para que possam ajudar você. Não carregue tudo isso só. Divida suas cargas com quem está disposto a ajudar você. Com certeza passará com um novo ânimo diante das adversidades da vida e sentirá o Senhor agindo por meio das pessoas que Ele colocar em seu caminho.
Jesus ama você e por isso está preocupado em mudar seus sentimentos errados com relação a este problema.
"... Jesus teve fome. Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque NÃO era tempo de figos. Então lhe disse: 'Ninguém mais coma de seu fruto'... Pedro... disse a Jesus: 'Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou!'" Marcos 11.12,13,21 (NVI)
Este texto me intrigou por muito tempo. Eu sempre tentei entendê-lo porque não queria admitir que Jesus fosse injusto em sua decisão de amaldiçoar uma árvore que estava certa em não produzir frutos visto que não era a sua época. Mas um dia esta dúvida foi sanada. Meu pai é português e ele disse que em sua terra natal há figueiras. Uma vez ele comentou que estas árvores são diferentes das que conhecemos no Brasil porque, primeiramente, produzem os frutos e logo depois suas folhas nascem. Depois disso pude compreender a atitude de Jesus. Ele olhou para figueira frondosa e bonita. Apesar de não ser a época de frutos, com sua aparência dizia: Tenho figos! Mas era mentira dela. Pura aparência. Exteriormente era uma coisa, interiormente, outra. Por isso recebeu a palavra de condenação que a fez secar "desde as raízes" (v.20). Quantas vezes nos portamos como esta figueira. Aparentamos ser uma coisa, mas internamente somos outra. Saiba que de Deus ninguém esconde. Ele sabe quem você é no íntimo, ou seja, Ele conhece aquela pessoa que você só mostra a si mesmo... aquela que surge apenas quando NINGUÉM está olhando. Jesus não quer que você tenha "aparência de que vive", mas quer que tenha "vida em abundância". Para isto Ele precisará regar você a água preciosa da Sua Palavra, que é a Bíblia. Ore ao Senhor e peça a Ele para remover de você toda aparência. Peça a Ele para ajudar você ter um interior frutífero, frondoso e condizente com o que aparenta aos outros. Leia a Bíblia para ter suas raízes vivas e entender o que Deus quer para sua vida.
"... E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que possam suportar."
Caramba, como falar que Deus é fiel se as coisas não andam nada bem? Uma situação complicada, mas mesmo assim digo: DEUS É FIEL! A Bíblia diz que nossa pátria está no céu e que se esperamos em Cristo somente neste mundo (coisas terrenas) somos os mais infelizes (ou miseráveis) de todos os homens. Sabe por que não cremos na fidelidade de Deus? Porque achamos que não temos de sofrer, porque queremos as coisas facilmente, como num passe de mágica. Mas isto é um terrível engano. O que somos hoje é o resultado de muitas experiências obtidas através de lutas e adversidades... são elas que nos tornam melhores. Sabe qual a mágica e o milagre de Deus para você hoje? A VIDA! Isso mesmo, você está vivo hoje!!! E por quê? Porque Deus é fiel e ainda tem algo maravilhoso a realizar em e através de você. Pense no seu problema e veja como você tem sido fortalecido pelo Senhor para enfrentá-lo. Não estamos livres de problemas, doenças, morte... Jesus disse que teríamos aflições neste mundo, mas apesar de tantas coisas desagradáveis, Deus está conosco, porque Ele permanece fiel. Adore ao Senhor no momento difícil e enxergará a fidelidade do Senhor em sua vida. Faça como a Eyshila: "Quero te adorar ainda que a figueira não floresça, quero te adorar mesmo se o dinheiro me faltar, a vitória vem mesmo que pareça que é o fim, pois tu és fiel Senhor, fiel a mim." Confira: http://br.youtube.com/watch?v=inZOZLHsKAw&feature=related
"... A [fervorosa] oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou FERVOROSAMENTE para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos." Tiago 5.16-19 (NVI)
Por que Elias, apesar de ser humano como nós, conseguiu esta e tantas outras proezas e nós não conseguimos? Duas coisas importantes: 1- Aos olhos de Deus, Elias era um homem justo. Ele procurava fazer o que agradava ao Senhor e em suas atitudes não havia engano; 2- Sua oração era fervorosa! Uma oração fervorosa é ardente, ou seja, você precisa derramar o seu coração diante do Senhor (isso não quer dizer que precisa gritar). Ana fez uma oração fervorosa... ela só chorava e balbuciava, mas Deus atendeu o desejo do seu coração e concedeu a ela um filho. A oração fervorosa também é ativa, zelosa e dedicada (estas são as definições de fervorosa encontradas no dicionário). Ativa dá idéia prática. Você precisa orar sem cessar, como a mulher que insistentemente pedia ao juiz que julgasse sua causa. De tanto importunar, o juiz resolveu julgar sua causa. Já o zelo e a dedicação farão que você não se esqueça de clamar ao Senhor. Tenha esta atitude e com certeza o Senhor ouvirá você e mudará as situações difíceis de sua vida. Se você ainda não se considera justo, pode fazer uma oração de entrega a Jesus neste momento: Jesus eu te aceito como meu Senhor e Salvador. Faz morada no meu coração, limpa meus pecados e torne-me justo por meio de teu sangue.
"Lance sobre ele (Jesus) TODA a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de você." 1 Pedro 5.7 (NVI)
Ansiedade é uma preocupação exagerada sobre algo que você não tem o controle. Preocupação é estar ocupado antecipadamente. Ambas as coisas adoecem o coração.
Pedro diz em sua carta para lançarmos nossa ansiedade aos cuidados de Jesus.
O que você pode fazer com relação a este problema que tem roubado sua paz? Será que resolve alguma coisa ficar o tempo todo o remoendo? Com certeza não. Portanto convido você a lançá-lo sobre Jesus. Esta é a única coisa que pode fazer. Deixe que Ele cuide disso, pois com certeza Jesus saberá o que fazer e qual a melhor maneira de fazer. Neste momento pare tudo e faça uma oração ao Senhor. Peça para que Ele traga paz ao seu coração e entregue a Ele integralmente o seu problema. Ele cuidará de você como sempre fez. Estar ansioso é não confiar que o Senhor pode resolver esta situação passageira.
"Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena." Pv 24.10 (ARC) Mesmo texto na NVI (Nova Versão Internacional): "Se você vacila no dia da dificuldade, como será limitada a sua força."
Quando o dia da angústia chega a primeira coisa que costumamos fazer é reclamar e nos enfraquecer. O texto acima diz que se nos rendermos a esse sentimento de desistência e frouxidão, estaremos enfraquecidos e dificilmente sairemos vitoriosos da situação difícil. O que fazer? Levante-se da prostração, deixe de se sentir a vítima na história, enfrente os problemas e com certeza suas forças serão renovadas pelo Senhor. Ficar deitado remoendo o problema só lhe trará mais dores e aumentará sua tristeza. Tome uma atitude de vencedor. Levante-se e lute contra este mal que quer destruir você. Sua força será aumentada e seus problemas, que são passageiros, servirão de experiência e lhe trarão maturidade.
"Vou pescar, disse-lhes Simão Pedro. E eles (cinco outros discípulos): "nós vamos com você". Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada..." João 21.3 (NVI)
A terceira e última informação que este texto traz é que quando você deixa de obedecer ao Senhor e resolve abandonar ou ignorar seu chamado, as coisas não fluem.
Pedro e os discípulos, como já disse nos dois dias anteriores, decidiram que não mais anunciariam Jesus e retomariam suas atividades profissionais de outrora. O que aconteceu? NÃO APANHARAM PEIXE ALGUM!!!
O interessante é que eles eram muito experientes. Pedro passou a vida interia sendo sustentado pela pesca... o que me leva a crer que havia escolhido os melhores local, horário, material etc, mas mesmo assim não conseguiu pegar peixe algum. Por quê?
Porque estavam fora da vontade de Deus. Não poderiam ser plenamente abençoados porque esta não era a tarefa que Deus tinha para suas vidas.
Talvez você esteja na mesma situação que os discípulos... desanimado, frustrado, triste com o ministério, com sua vida, sua carreira, família... a ponto de pensar em abandonar tudo. Faça o seguinte: pense em todas as promessas que o Senhor tem para você e apegue-se a elas. Viva-as com bastante intensidade e esteja no centro da vontade do Senhor. Reveja sua vida e, se necessário, mude, volte atrás.
Não quero iludir você... mesmo fazendo a vontade do Senhor pode faltar peixes na sua pesca, mas uma coisa é certa: NUNCA SE SENTIRÁ FRUSTRADO etc, mas estará plenamente satisfeito para continuar em direção a seus objetivos, pois terá a aprovação do Senhor e as dificuldades lhe servirão de aprendizado e amadurecimento. Confie no Senhor!
"Vou pescar, disse-lhes Simão Pedro. E eles (cinco outros discípulos): "nós vamos com você". Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada..." João 21.3 (NVI)
Outra lição importante que o texto o qual fiz o devocional de ontem nos traz é: A decisão de Pedro em voltar a ter uma vida normal influenciou negativamente os outros discípulos que o cercavam a ponto de eles dizerem que também voltariam a pescar. Quando você decide parar, largar tudo e desistir do que Deus tem feito e ainda fará em sua vida, você pode influenciar outras pessoas a tomarem o mesmo posicionamento que o seu. As pessoas observam você e o enxergam como um modelo a seguir, portanto, mais uma vez insisto: NÃO PARE!! Continue a desenvolver o que Deus pôs em sua mão e motive os que estão à sua volta para ajudá-lo nesta tarefa. Eles ficarão felizes pelo envolvimento, você ficará menos sobrecarregado por causa da ajuda e ambos serão recompensados pelo Senhor porque resolveram obedecer mesmo diante às dificuldades. Pr. Josué Praça
"Vou pescar, disse-lhes Simão Pedro. E eles (cinco outros discípulos): "nós vamos com você". Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada..." João 21.3 (NVI)
Pedro estava frustrado por ter negado (pecado contra) Jesus e desacreditado de que Ele ressuscitaria. Por causa desses terríveis sentimentos tomou uma decisão: "Vou pescar", ou seja, a partir de hoje não quero mais compromisso com o Senhor... voltarei a minhas antigas práticas. Talvez você, hoje, assim como Pedro, encontre-se frustrado consigo mesmo por ter falhado no planejamento que fez ao declarar seu amor a Deus. Talvez esteja dizendo: "Eu estava indo tão bem... estava sendo um bom discípulo... o que aconteceu de errado?" A natureza humana puxa você para fazer coisas erradas e o inimigo de nossas almas supervaloriza seus erros fazendo com que você pense que não há mais jeito para você, assim como não há para ele. Mas isso é uma mentira (ele é experto nisso). Enquanto você respirar, pode e deve se arrepender sinceramente, abandonar o erro e continuar. Saiba que Deus está bem pertinho de você aguardando sua decisão de segui-Lo para terminar a obra que tem a fazer em e através de você. Ele diz assim: "Filho, errou? puxa vida, não era pra ter feito isso, mas já que fez, você tem um advogado, fale com ele... arrependa-se, volte a me obedecer e CONTINUE!" Assuma esta postura hoje!
"... pois os nossos sofrimentos LEVES e MOMENTÂNEOS estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles." 2 Coríntios 4.17 (Nova Versão Internacional - NVI)
Sabe quais eram esses LEVES e MOMENTÂNEOS sofrimentos a que Paulo se refere? Não? Então leia o que ele escreveu:
"... fui encarcerado muitas vezes, fui açoitado mais severamente e exposto à morte repetidas vezes. Recebi dos judeus 195 açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos maus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez..." (2Co 11.23-27 NVI)
Estes são os "leves e momentâneos" sofrimentos que Paulo enfrentou. Mas por que ele considerou tudo isto desta forma? Porque o seu pensamento estava em coisas muito mais excelentes. Ele mantinha o seu pensamento fixo em Jesus, naquilo que Este fizera por ele e em sua meta de vida a partir do encontro que teve com Cristo.
Recentemente alguns psicólogos dos Estados Unidos fizeram uma pesquisa para descobrir quem foi o homem mais feliz do mundo. O resultado? PAULO! Isso mesmo! Sabe por quê? Por causa de suas palavras registradas em Filipenses 4.11-13: "... Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece."
A atitude de Paulo diante das adversidades foi o que o tornou feliz. Ele poderia ter tido 'pena' de si próprio, trancar-se em seu 'quarto' e ficar se lamentando pelas coisas que sofreu ou não viveu. Mas ele não fez isso, ao contrário, prosseguiu para o alvo proposto em seu coração e fez de tudo para alcançá-lo. Em vez de lamentar, continuou.
Tenha você a mesma atitude. Tire os olhos dos problemas e reaja! Eles logo passarão porque são leves e momentâneos, principalmente se comparados aos de Paulo.
"Vendo a CORAGEM de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus." Atos 4.13
Pedro e João foram homens notáveis e realizaram grandes maravilhas que, aos nossos olhos nunca realizaremos. Mas eu pergunto: Será que não? Por que eles eram tão diferentes de nós.
Há duas dicas no texto acima, apesar de esta não ser a ordem da narrativa, ela deve ser a correta para você receber o mesmo poder que eles: Eles haviam estado com Jesus e Tiveram coragem.
Ao observar os capítulos anteriores você verá Pedro e João falando com veemência, incentivando e curando pessoas por meio do Espírito Santo. Para isto, tiveram, primeiramente, um encontro com Jesus. Aceitaram-nO como Senhor de suas vidas e reconheceram que eram homens comuns que poderiam ser usados por Deus.
Tiveram coragem para fazer o que Jesus ordenava. Antes de subir ao céu Ele disse: "Receberão poder ao descer sobre vocês o Espírito Santo de Deus." Pedro e João ousaram, assumiram as palavras de Jesus e tiveram coragem para agir.
Hoje você pode tomar as mesmas decisões deles para que possa deixar de ser comum e se tornar uma pessoa notável e excepcional a quem Deus usará.
Se você ainda não teve um encontro com Jesus, faça agora mesmo. Para isto basta reconhecer com seu lábio que Ele é o Senhor de sua vida. E se já fez isso, assuma uma posição corajosa para o que Deus quer fazer em e por você. Comece dando o primeiro passo, ainda hoje.
"Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados." Atos 2.1,2 (NVI)
As bênçãos de Deus surgem de repente na vida daqueles que temem ao Senhor. Os discípulos de Jesus receberam a promessa de que o Espírito seria derramado sobre eles e após isto dariam continuidade a Seu ministério com muito poder. O cumprimento desta promessa aconteceu no dia de Pentecoste quando estavam todos reunidos orando ao Pai. Eles creram que a promessa chegaria e começaram a clamar a Deus por ela. Deus tem algo a realizar em sua vida, mas não fique de braços cruzados esperando. Assuma uma posição de oração e uma atitude de serviço ao Senhor para que aquilo que Deus tem para sua vida, chegue. Antes de Davi ser ungido rei ele estava no campo cuidando das ovelhas de seu pai, ou seja, fazendo seu serviço. DE REPENTE sua vida mudou e de simples pastor, passou a ser rei de Israel. Ore e trabalhe para Jesus e DE REPENTE você será surpreendido pelo Senhor e sua vida mudará para sempre.
"... Estava ali um homem cuja mão era atrofiada... Então (Jesus), olhou para todos os que estavam à sua volta e disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada." Lucas 6.6,10 (NVI)
Este texto nos mostra o poder restaurador do Senhor Jesus na vida de um homem cuja mão era atrofiada. Mãos representam serviço. Talvez um dia você já serviu ao Senhor e às pessoas com mais diligência, mas devido a muitos problemas e atribuições suas 'mãos' tenham ficado atrofiadas. Tenho uma boa notícia para sua restauração: Obedecer e agir. No versículo 8 do texto acima, Jesus dá ordens ao homem: "levante-se", "venha para o meio" e "estenda a mão". Para ele ser restaurado por Jesus precisou obedecer a estes comandos do Mestre. Hoje (agora), Jesus lhe dá as mesmas ordens: Levante-se da prostração em que você se encontra, saia do desânimo e do conformismo; reaja aos problemas da vida. Venha para o meio da comunhão entre os irmãos. Ali é o lugar da cura. Estenda a mão. Comece a trabalhar. Não espere que alguém lhe diga o que fazer. Volte a fazer o que fazia no passado e deixava você bastante feliz. Faça isso e veja suas 'mãos' ganharem vida novamente. Não espere mais, comece agora. Jesus está voltando!
Esta é a resposta de uma amiga sobre o e-mail sobre o PLC 122/2006 o qual enviei em 15/06/08.
Em seguida minha réplica.
de XXXXXXXXXXX
16 jun para Josué Praça data 16/06/2008 22:03 assunto Re: URGENTE - Votem contra o PL 122/2006
Todos são iguais perante sem qualquer distinção de qualquer natureza.... É o q diz nossa CF/88. sendo assim não cabe a ninguém dizer ao outro como temos que seguir nossas vidas, contanto que sigamos os preceitos de convivência, o que nossa cultura e a lei nos impõem. Mas acho que em vez de disseminar ódio, agressão, entre outros comportamentos, devemos respeitar, o que é bem diferente de aceitar. Não consigo entender pq em pleno século 21 temos tantos preconceitos com algo que é estritamente pessoal. Lembro que Cristo disse "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", não somente aqueles que sejam iguais a vc. Infelizmente o ser humano precisa de repreensão para respeitar o outro. E se não tiver outra forma de fazer com que não haja mais agressões, humilhações, entre outras atitudes que não são de DEUS, que seja. Respeito qualquer tipo de pensamento e opinião, mas acho que antes de uma ideia religiosa, precisa lembrar do homem atrás dela... Abraços XXXXXXXXX
de Josué Praça 17 jun para XXXXXXXXXX data 17/06/2008 09:09 assunto Re: URGENTE - Votem contra o PL 122/2006
É XXXXXX concordo com vc! Jesus realmente nos manda amar e por achar que "todos são iguais" é que precisamos nos posicionar. A homofobia (desejo de destruir o homossexual) é crime!!! e este deve ser punido duramente, mas ninguém pode impedir meu direito de crítica... todos criticam tudo. Por que os homossexuais não podem ser criticados? Os evangélicos, o governo, os católicos, os bêbados, os mendigos etc. são criticados por qualquer segmento da sociedade e ninguém põe o outro atrás das grades por isso (desde que não seja ofensa)... então por que não posso criticar a conduta de homossexuais? Criticamos o tempo todo! Na sala de aula, criticamos professores, colegas, instituição, comportamento A e B. O que temos lutado é pelo direito à crítica. Não podemos permitir que uma minoria tome frente e ganhe privilégios inconstitucionais. Não queremos impor nada a pessoa alguma... cada um deve seguir o que pensa, o que acha que deve ser o certo. Sou contra agressões, violência e afins contra qualquer semelhante... não somente contra o homossexual. Ser homossexual não é crime, assim como criticar sua conduta também não deveria ser. Também fico abismado que em meio ao século XXI existem pessoas que querem tolir o pensamento de outras... a ditadura já acabou há muito tempo. Este PLC é uma aberração. Em um de seus parágrafos diz que toda e qualquer publicação que "critique" (entenda bem esta palavra) a prática homossexual será cassada e com isso, corremos o risco de perder o livro mais vendido do mundo, a Bíblia. Outro artigo diz que não posso proibir qualquer demonstração de afetividade em ambientes públicos ou privados que sejam de acesso a todos... fala sério, isto é um absurdo! Imagine você em uma sala de aula e um casal (hetero mesmo) comece a se esfregar, a se lamber etc, sinceramente, acha isso moral? acha esta atitude correta? Brigar por direitos não é desrespeitar pessoas ou deixar de amá-las... tenho amigos muito queridos que professam fé diferente da minha... os amo muito, apesar de não concordar com suas práticas... fazer o quê? vivemos num mundo onde há multiplicidade de idéias e isto é maravilhoso, pois foi Deus quem criou o livre pensamento e a livre escolha. Não quero que me interprete mal. Entenda meu posicionamento. Isto não é fanatismo religioso. O PLC 122/2006 vai muito além do que as pessoas pensam. Precismos tomar providências urgentíssimas a respeito disso o quanto antes... sem pensar em religiosidade. Penso que a sociedade está desisnformada... virou uma briga religiosa, quando na verdade isto vai muito além dessas irrelevantes questões. Abraço, Josué
Para visualizarem o programa, basta fazerem um rápido e simples cadastro e clicarem no vídeo "Liberdade de Expressão".
Abaixo segue o telefone do "Alô Senado". Para manifestarem-se contra o PL 122/2006 também é bastante simples, basta fazerem tb um rápido cadastro, que inclui telefones e CEP. Cadastro feito, peçam para enviar uma mensagem aos senadores de seu estado. Basta dizerem que são contra a aprovação do PL 122/2006.
Sua manifestação é IMPORTANTÍSSIMA. Não seja indiferente a isto. Sua LIBERDADE DE EXPRESSÃO está em risco.
O telefone do "Alô Senado" é: 0800-612211
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Abaixo segue a opinião do PADRE LUIZ CARLOS LODI DA CRUZ, sobre o Projeto de Lei supracitado, o qual retirei do site de Julio Severo: http://www.juliosevero.com/
O perigo do PLC 122/2006 um perigo mais iminente do que o da legalização do aborto
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz A preciosa visita do Santo Padre Bento XVI ao Brasil (9 a 13 de maio de 2007) fez despertar a consciência pró-vida em nossa pátria e deixou constrangido o presidente Lula e o Ministro da Saúde José Gomes Temporão por seus posicionamentos favoráveis ao aborto. Para protestar contra sua legalização, já no dia anterior ao da chegada do Papa (8 de maio) uma multidão de cerca de 3000 pessoas reuniu-se em Brasília, na Praça dos Três Poderes portando faixas e cartazes. No entanto, há um atentado à vida e a família bem mais iminente do que a legalização do aborto, e que tem suscitado tímidas reações entre os cristãos. Trata-se do projeto de incriminar a "homofobia", ou seja, de punir como criminosos todos aqueles que criticam o homossexualismo.
A história do projeto No dia 07/08/2001, a deputada Iara Bernardi (PT/SP) apresentou na Câmara um projeto que "determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual[1] das pessoas". Em 23/11/2006, ele foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado. Ao chegar ao Senado, o projeto recebeu o número PLC 122/2006[2] e, no dia 07/02/2007, foi encaminhado ao gabinete da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), designada como relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH). No dia 07/03/2007, a relatora apresentou voto favorável à aprovação do projeto. A proposição já estava pronta para a pauta quando a relatora, em 15/03/2007, pediu a sua retirada para "reexame da matéria". Foi uma retirada estratégica, pois o Senado estava recebendo várias mensagens de protesto. No entanto, o projeto pode ser votado — e aprovado — a qualquer momento. O presidente Lula tem especial interesse em sancioná-lo, uma vez que, quando candidato, dedicou 14 páginas a um caderno em que se comprometia promover o homossexualismo, caso fosse reeleito.[3] O perigo é iminente, mas parecemos estar "deitados eternamente em berço esplêndido". O que já está acontecendo Muito diferentes dos homossexuais que, angustiados, procuram o sacerdote para obter o perdão de seus pecados e o auxílio para abandonar seu vício, os homossexuais militantes orgulham-se de sua prática antinatural e têm sido autores de graves perseguições religiosas. Em 10 de abril deste ano, a BBC noticiou que o arcebispo de Gênova (Itália), presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) foi colocado sob escolta policial depois de ter recebido ameaças de morte de ativistas homossexuais.[4] Na Inglaterra, o bispo anglicano de Hereford, Anthony Priddis, está sendo processado por ter-se recusado a empregar um homossexual declarado (lá foi aprovada a "Lei de Orientação Sexual", semelhante àquela que nosso presidente pretende sancionar). [5] Na Suécia, em julho de 2004, o pastor Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão contra o homossexualismo.[6] No Brasil, em 2004, o arcebispo emérito do Rio de Janeiro Dom Eugênio Sales foi ameaçado com uma enxurrada de processos vindos de homossexuais, incomodados por artigos de jornal que criticavam suas condutas. Logo no primeiro dia da visita do Santo Padre ao Brasil (09/05/2007), "cerca de 350 integrantes de movimentos de gays e simpatizantes da Bahia, liderados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) [...] ocuparam as escadarias da Catedral da Sé, no Centro da Capital Baiana, e queimaram uma foto ampliada do pontífice. Além disso, promoveram um apitaço, estendendo faixas com mensagens de protesto contra a presença do pontífice. Na maior das faixas, lia-se: 'Papa Bento XVI, chega de inquisição! O amor não tem sexo!'." [7] O governo Lula tem empregado maciçamente o nosso dinheiro para a promoção do homossexualismo. A frase a seguir é de um líder homossexual e refere-se ao montante investido no programa "Brasil sem homofobia": "Da proposta inicial do governo de R$ 400 mil, nós conseguimos aumentar este valor para R$ 8 milhões. Atualmente, esse é o orçamento inteiro do programa, mas que ainda é insuficiente para atender a demanda que temos no país".[8] O que está para acontecer
A lei que pretende conceder privilégios ao homossexualismo, criando a figura penal da "homofobia", está muito longe de ser inofensiva. Já agora os homossexuais militantes, organizados em associações, com o apoio do governo e o aplauso dos meios de comunicação social, vêm obtendo, junto ao Judiciário, indenizações por "danos morais", pensão alimentícia após a morte do "companheiro" e inclusive o direito de adotar crianças! Há juízes e tribunais decidindo contra a lei, à semelhança daqueles que "autorizam" a prática de um aborto de bebê anencéfalo. O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso do presidente, acarretará uma perseguição religiosa sem precedentes em nosso país. Vejamos: A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno ("manifestação de afetividade") por homossexuais (art. 7°). Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°). A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, ("ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica"). A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°) O cerne da questão No entanto, as conseqüências acima (que já são realidade em países que aprovaram leis semelhantes) não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/ 2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei. O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é que ele pretende dar direitos ao vício. O homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O mesmo se pode dizer de qualquer outro vício. O bêbado, o adúltero, a prostituta... só têm direitos como pessoas, mas não por causa da embriaguez, do adultério ou da prostituição. O homossexual, por ter escolhido livremente praticar esse vício, deve arcar com o ônus de sua opção. Não pode exigir que um seminário o acolha para que ele se torne sacerdote. Nem pode querer impedir que, em uma homilia, um pregador reprove sua conduta. Não pode queixar-se de seu empregador querer demiti-lo temendo a corrupção moral de sua empresa. Não pode exigir que um juiz da infância lhe dê uma criança para adotar. Não pode obrigar uma mãe de família a confiar nele para cuidar de seus bebês. Não pode forçar a população a tolerar seus atos de obscenidade praticados em público. A simples promulgação dessa lei (Deus não o permita!), independentemente de qualquer efeito persecutório, será uma horrenda mudança qualitativa em nossa legislação. Se aprovada essa lei, por ação ou omissão dos brasileiros, este país ter-se-á rebelado contra Deus, transformando em direito aquele pecado "muito grande" (Gn 18,20) que clamava aos Céus por castigo. É de se temer que nossa pátria tenha um destino semelhante ao que teve a cidade de Sodoma (Gn 19). MANIFESTE-SE USANDO O "ALÔ SENADO" O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do "Alô Senado" atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o "Alô Senado". Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo: Quero que os senadores votem pela rejeição total do PLC 122/2006, que cria privilégios para o homossexualismo e instaura a perseguição religiosa no país. Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem. Você pode responder: a todos os senadores do meu Estado. E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra o PLC 122/2006 É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!
E-mail enviado a mim por meu amigo e irmão em Cristo Gabriel Brasil
Deus nos chamou para o lado de Cristo, para carregarmos tabém uma cruz e para deixarmos o vento bater em nosso rosto. Não fomos chamados para nos escondermos do vento ou para ficarmos do lado ensolarado da montanha.O vento estava soprando no rosto de Cristo e, porque O acompanhamos, também temos o vento em nosso rosto. Certo? R: Sim.
O anseio por um abrigo ensolarado, florido, pacífico, é natural, e, para os seres "sensíveis" que somos, é perfeitamente normal almejar tal lugar. Ninguém gosta de andar no vento frio.
A igreja (desculpa a generalização é para encurtar o texto e não ter que ficar fazendo referências a instituições e também não conheço todas, mas as que vejo na mídia e o mínimo de história que conheço) vem marchando durante os séculos com esse vento frio em seu rosto, porém, usou do conhecimento que há poucos foi revelado, e como futuro publicitário vejo que a instituição só vende o lado bom do produto, só aquilo que interessa e que faz vender.
Veja o exemplo da ... e de muitos outros ministérios: Usa-se descaradamente a técnica DE QUALQUER VENDEDOR que queira vender seu produto, que geralmente, quase sempre, toda vez, só apresenta as qualidades desejáveis de 1 produto e ignora o restante. Vão as pessoas e lhes oferecem um lar confortável no lado ensolarado da pedra da Gávea. Se somente aceitarem a Jesus, Ele lhes dará a paz mental, solucionará todos os problemas, protegerá as suas famílias e tudo será um mar de rosas. Esquecem-se de dizer: "Negue-se. Crucifica tua carne. Fuja das paixões da mocidade. Carrega sua cruz........."
Os ensinamentos de Jesus pelo muito pouco que conheço, graças a fome (espero que ela sempre aumente, dobre, multiplique e que seja inextinguível) que tive da Bíblia quando me converti, mostram que Ele era verdadeiro e alguns que o seguiam desistiam quando tinham de negar a si mesmos. Ele dizia toda a verdade aos seus discípulos e aos seus seguidores, deixando que eles formassem sua opinião. Ele podia entristecer-se com a retirada de um interesseiro que não podia enfrentar a verdade; Ele queria que o seguissem sabendo o preço, ou, se não, deixava que seguissem os seus próprios caminhos.
Isto é simplesmente dizer que Jesus é honesto, verdadeiro e que podemos confiar nEle. O vento que sopra no rosto de Jesus será sentido também nos rostos de quem o seguem. A maioria das igrejas oculta essa parte e só diz a parte do lado ensolarado da pedra da Gávea.
As igrejas (não todas mas uma boa parte) oferecem um evangelho doce e leve da liberalidade, que pode fazer tatuagem, que Deus é bom e não vai mandar ninguém para o inferno por causa disso, que estamos no tempo da graça e todos os que recebem a Jesus terão um lugar ensolarado na pedra da Gávea de frente para o mar.Pelo que entendi de Envangelho, graças ao pastor Eugênio e ao pouco que li da Bíblia, Jesus oferece o perdão de nossos pecados, purificação interior, paz com Deus, a vida eterna, dons do Espírito Santo, vitória sobre a tentação, ressureição, um corpo glorificado, imortalidade e um lugar de moradia na casa de Deus podendo todos os dias, pra sempre, eternamente, olhar a face de Jesus. Claro que minha limitada mente não pode nem chegar perto das maravilhas e indescritíveis glórias que serão nossas através das imensas extensões da eternidade, e só é possível (pelo menos pra mim) ter uma imperfeita idéia do que Paulo denominou de "incompreensíveis riquezas de Cristo". Ef 3:8.
Aceitar o chamado de Cristo muda de fato o pecador que a Ele se entrega, mas não muda o mundo. O vento continua soprando em direção ao inferno, e a pessoa que caminhar na direção oposta terá o vento batendo no rosto. Aquela que realmente caminhar na direção oposta.
Talvez esse vento, que às vezes sopra forte e é difícil de caminhar, possa ser resumido à fé e à incredulidade. A fé vê de longe a vitória e se dispõe a suportar toda e qualquer dificuldade para participar da vitória com Jesus. A incredulidade não está segura de coisa alguma, exceto que odeia o vento e aprecia a maçã podre da bruxa do 71. (chaves hehehe).
Graças ao único Deus todo poderoso e ao Senhor Jesus Cristo eu perdi minha incredulidade neste domingo, não sei onde deixei e nunca quero achar... Deus mais uma vez mostrou que está olhando pra mim. Meus pensamentos estavam plumbios e quando a moça disse que Deus tinha revelado a ela, minha vontade era cair ajoelhado no chão agradecendo a Deus por me dar a certeza de não estar sozinho. Alegria misturada com alívio de saber e ter a convicção de que Deus, não só sabe dos meus atos como também conhece meus pensamentos e se preocupa tanto que usou uma moça que poucas vezes vi na igreja.
Mencionei a Pedra da Gávea no texto pq lá no topo da pedra é um lugar muito bonito e calmo, visão que algumas igrejas passam da vida de uma pessoa ao aceitar Jesus. Eu penso que cristianismo mesmo é aquele que você é espancado, sofre perseguiçoes, humilhações e mesmo assim diz: "Jesus eu te amo". São poucos os crentes que sentem esse amor por Jesus a ponto de sofrer isso e não negar.Eu quero mais de Deus!!!! Quero estreitar a cada dia minha comunhão com Deus!!!
Espero que você consiga entender a viagem do meu texto. Tentei enxugar meus pensamentos ao máximo pro texto não ser tão grande.
Sexta-feira, 30/05/2008 Os ministros do STF aprovaram a continuidade das pesquisas em uma sessão tensa. As células-tronco de embriões podem ser a solução para doenças que, até então, não tinham cura.
Diante desta notícia escolhi uma entrevista, feita com Cléber Fontoura Marcolan pela equipe do Instituto Cristão de Pesquisas, para nossa reflexão. Espero que gostem:
A Clonagem e a Ética Cristã
Por Jamierson Oliveira
De tempos em tempos, a fé e a religião são sacudidas por descobertas científicas que exigem dos crentes, principalmente de nós, cristãos evangélicos, uma revisão de nossos paradigmas e uma melhor interpretação das Escrituras. A clonagem é um exemplo recente disso. Por isso, convidamos nosso consultor, o cientista cristão Cléber Marcolan, com mestrado em biologia celular e estrutural, pela UNICAMP, e cursando doutorado em genética e biologia molecular na UFRGS, para nos esclarecer sobre o tema.
Como professor na Universidade Luterana do Brasil, ministra as seguinte disciplinas: biologia celular, histologia e embriologia. Como membro da Igreja Evangélica Luterana da Renovação (RS), serve como pregador e discipulador. Vejamos o que ele tem a dizer.
Defesa da Fé – O que é clonagem e em que ela difere da chamada clonagem terapêutica?
Cléber Marcolan – Clonagem é a técnica de retirar o núcleo de uma célula somática (embrionária ou adulta) e implantar em um óvulo sem núcleo para que um embrião possa ser desenvolvido com características genéticas iguais às do doador do núcleo. A chamada clonagem terapêutica é a tentativa de clonar somente órgãos ou tecidos isolados. Sua grande vantagem é que, ao transferir o núcleo da célula de uma pessoa para um óvulo sem núcleo, esse novo óvulo, ao dividir-se, gera, em laboratório, células potencialmente capazes de produzir qualquer tecido. Já a clonagem reprodutiva humana é a técnica pela qual pretende-se fazer uma cópia de um indivíduo. Nessa técnica, se o óvulo com esse novo núcleo começasse a se dividir e fosse transferido para um útero humano e se desenvolvesse, ter-se-ia uma cópia da pessoa de quem foi retirado o núcleo da célula. A diferença fundamental entre os dois procedimentos é que, na transferência de núcleos para fins terapêuticos, as células são multiplicadas em laboratório para formar tecidos, enquanto a clonagem reprodutiva requer a inserção em um útero.
Defesa da Fé – O Brasil já possui tecnologia para a manipulação dessas técnicas?
Cléber – Sim. Embora o Brasil esteja atrasado em muitos campos das ciências, aqui já existe tecnologia suficiente para manipular a clonagem em campo experimental. Já obtivemos várias plantas e animais clonados, principalmente no campo da reprodução animal.
Defesa da Fé – No caso da clonagem terapêutica, quais são as implicações éticas e religiosas?
Cléber – A grande discussão quanto à clonagem terapêutica está na obtenção de células potencialmente capazes de produzir qualquer tecido ou órgão e transplantá-los para milhares de doentes que aguardam nas filas de transplantes com doenças terminais. A questão mais difícil é a determinação sobre em que momento começa a vida. Assim, será que o blastocisto (embrião) já pode ser considerado um ser vivo ou somente no momento em que ocorre a formação do feto é que podemos dizer que há vida? Será que temos o direito de criar um embrião para servir de banco de células e não deixá-lo viver? Será que não seria sacrificar um ser para salvar outro? Estas são algumas das questões mais polêmicas com que estamos lidando.
Defesa da Fé – A possibilidade de cura de tantos males, na sua opinião, justifica essa técnica?
Cléber – Para mim, nada justifica a negação ao direito à vida. Se as técnicas de clonagem terapêutica conseguirem trabalhar com células-tronco sem ser necessário gerar um embrião para ser banco de células, sou a favor, caso contrário, posiciono-me contra.
Defesa da Fé – Só no Brasil, estima-se haver 30 mil embriões congelados, alguns prestes a serem descartados, o que tem provocado protestos veementes de diferentes setores. Qual é a sua opinião sobre esse quadro?
Cléber – Na minha concepção, embriões já são seres humanos. A questão de estarem congelados não muda esse fato. Assim, o descarte desses embriões é assassinato, pois no momento em que foram concebidos passaram a ter direito à vida. Muitas pessoas justificam o descarte de embriões dizendo que as mulheres, ou o casal, que forneceram o material são “donos” do embrião e, portanto, podem determinar seu destino, seja viver ou ir para o lixo. Partindo desse princípio, um casal poderia ser considerado inocente por assassinar uma criança de dois anos, por não a desejarem mais? Ora, sabemos que isso é inconcebível, considerado crime hediondo e totalmente bestial. Por que devemos ter outra reação quanto aos embriões?
Defesa da Fé – Outra polêmica diz respeito à chamada reprodução assistida, segundo a qual um casal infértil pode ter seu tão sonhado filho. Mas também há riscos. Poderia enumerá-los?
Cléber – As técnicas de reprodução assistida realmente tem seu lado positivo. Mas não podemos esquecer que, para uma tentativa de reprodução assistida, são fertilizados cerca de dez óvulos, dos quais alguns são utilizados para ver se um deles consegue implantar-se no útero materno. A chance é de um, ou no máximo dois, conseguirem a implantação. O restante é congelado e, posteriormente, será descartado. Se levarmos em conta a clonagem reprodutiva como ferramenta de auxílio na reprodução assistida, temos alguns problemas que devem ser considerados, tais como: o alto número de falhas e mortes entre recém-nascidos. Um clone também poderia mudar a dinâmica familiar de modos profundos e imprevisíveis. Neste momento, com o mercado negro de venda de embriões, casais estéreis poderiam comprar um embrião clonado roubado que, talvez, tivesse para ser descartado por ter riscos médicos. Se um bebê for clonado, seus cromossomos poderiam emparelhar com a idade do doador, significando que uma criança de cinco anos se pareceria com uma de dez, com potencial para desenvolver doenças do coração e câncer, entre outras.
Defesa da Fé – Diante de tão grande possibilidade de reprodução que estamos vivemos, não podemos, num futuro próximo, ter problemas sérios na estrutura familiar?
Cléber – Se levássemos em consideração que, com as técnicas de clonagem, há a possibilidade de um embrião ser gerado sem a participação masculina, com certeza teríamos uma desestruturação familiar. Isso traria complicações psicológicas enormes para uma criança, que seria praticamente filha de ninguém. Como seria tratada pela sociedade? Em uma sociedade como a nossa, onde tantas crianças já estão morando na rua por falta de pais responsáveis e onde milhares de abortos são realizados todos os dias, não há nada que justifique a clonagem reprodutiva.
Defesa da Fé – A recente aprovação da Lei de Biossegurança pelo Senado coloca o Brasil no temido mapa da clonagem humana?
Cléber – Não. A lei de Biossegurança aprovada permite apenas as pesquisas com organismos geneticamente modificados (transgênicos) e com células-tronco de embriões que estejam pelo menos há três anos congelados; não permite a pesquisa com clonagem reprodutiva. Defesa da Fé – É possível que a clonagem humana já tenha sido feita com sucesso clandestinamente?Cléber – A chance de uma clonagem humana ter sido feita é remota, pois as técnicas de clonagem ainda estão em fase de experimentação. Para obter a ovelha Dolly, o cientista Ian Wilmut fez 277 tentativas. De lá para cá, as técnicas se aperfeiçoaram, mas a dificuldade de obter um embrião humano clonado com sucesso ainda é grande. Mas descartar totalmente a possibilidade é ser cético demais. Médicos italianos estão anunciando a clonagem de três bebês, porém, até agora nenhuma prova foi dada.
Defesa da Fé – A clonagem reprodutiva será uma realidade no futuro?
Cléber – Tudo dependerá da sociedade. As técnicas de clonagem reprodutivas em humanos serão estabelecidas, com ou sem o apoio dos governantes ou da sociedade. Agora, a aplicação dessas técnicas será levada adiante somente se as pessoas considerarem algo normal ou natural, pois são os representantes da sociedade que formam o governo que poderão ou não regulamentar tais técnicas.
Defesa da Fé – Qual é a sua posição, como cientista cristão, diante de tanta polêmica?
Cléber – Como cientista, estou sempre aberto a novas descobertas e tecnologias. Creio que não devemos jamais cair novamente no obscurantismo medieval. Mas, como cristão, creio que devemos ter em mente que toda e qualquer ciência deve estar de acordo com a ética e a moral da Palavra de Deus. Assim, se uma tecnologia beneficiará a humanidade, deve ser bem aceita, desde que não fira o princípio de amor à vida. Creio que logo hão de ser desenvolvidas novas tecnologias em que não haverá necessidade de sacrificar embriões, como, por exemplo, a “terapia gênica”, quando os genes defeituosos nos próprios embriões poderão ser corrigidos, tornando-os aptos à vida.
Defesa da Fé – Alguns teólogos menos conservadores apontam para a criação de Eva como um exemplo de clonagem. O senhor concorda?
Cléber – Discordo totalmente. Se fosse uma clonagem no sentido biológico da palavra, teria de ser criado outro homem e não uma mulher, pois um clone é geneticamente igual à sua matriz. Isso é tentar dar força à técnica de clonagem utilizando uma exegese e uma hermenêutica distorcidas para a interpretação de um fato da Bíblia. Cientificamente, seria impossível Eva ser um clone, pois, então, quem teria fornecido o óvulo para ela ser gerada? Lilith? (segundo a tradição judaica, a primeira companheira de Adão).
Defesa da Fé – A igreja católica sempre se posiciona a respeito de temas como este. Que postura os evangélicos deveriam tomar?
Cléber – Creio que os evangélicos deveriam se posicionar sempre que algo envolvesse os princípios da Palavra de Deus. Assuntos polêmicos como este sempre têm dois lados. Devemos, primeiramente, estudá-los e somente então emitir um parecer.
Defesa da Fé – O senhor concorda com o bordão que diz: “a ciência está brincando de Deus”?
Cléber – Não. Deus nos deu inteligência. Não utilizá-la seria enterrar um talento que Ele nos concedeu. Agora, em todas as áreas, tanto da ciência quanto da filosofia e mesmo da teologia, existem os bem-intencionados e os mal-intencionados. A nossa tendência ao mal é conseqüência do pecado de Adão. Devemos saber administrar isso e, como a própria Bíblia diz, reter o que é bom. Fonte: http://www.icp.com.br/73entrevista.asp (Instituto Cristão de Pesquisas)
"Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do "Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil".
Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.
Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por "profissionais da fé". Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.
Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso".
Para que os títulos: "pastor", "reverendo", "bispo", "apóstolo", o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!
Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "instruí-vos uns aos outros" (Cl 3. 16).
Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem.
“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”(Jo.4:24).
O que é adoração?
“A atividade de glorificar a Deus em sua presença com nossa voz e com nosso coração”. Wayne Grudem "Uma reação reativa (reagente) a Deus, pela qual declaramos sua dignidade ... Adoração não é simplesmente um clima; é uma reação ... é uma declaração". Ronald Allen e Gordon Borror O cristianismo moderno parece estar comprometido com a idéia de que Deus deve dar algo para nós... mas precisamos compreeender o equilíbrio dessa verdade – devemos render honras e adoração incessantes a Deus. Esse desejo consumidor e altruísta (dedicação desinteressada; egoísta) de dar a Deus é a essência e o âmago deste culto. Nas Escrituras o adorador é chamado a conceder, o receber de Deus é conseqüência disso. “Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força.Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios (Sl 96:7-8). Proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor (Ap.5:12). É isso. A essência da adoração é dádiva. Quem adora atribui, celebra. Celebração essa que não se resume em cantar hinos sem meditação. Os hinos têm de elevar o coração do adorador a Deus; pela mensagem que foi transmitida (Dt. 10:12,13).
O que é Show? O dicionário Aurélio define show como “um espetáculo de teatro, rádio, televisão etc., geralmente de grande montagem, que se destina à diversão, e com a atuação de vários artistas de larga popularidade, ou às vezes de um só”. Ora, nessa definição, nada combina com o significado de culto, que o mesmo dicionarista diz ser “adoração ou homenagem à divindade em qualquer de suas formas, e em qualquer religião”. “A igreja existe, não para oferecer entretenimento, encorajar vulnerabilidade, melhorar auto-estima ou facilitar amizades, mas para adorar a Deus. Se falharmos nisso”, conclui Philip Yancey, “a igreja fracassa”. O lugar da reverência. Vivemos um tempo de familiaridades demais (abusos) com Deus, onde parece não haver o devido temor. A adoração verdadeira só procede porém de quem tem noção do quão exaltado é Deus (Sl. 8:9; 29:1,2;104:1). Só com esta preocupação é que se presta um verdadeiro culto. Sinceramente, muito do que se tem feito nas igrejas hoje, e que se chama adoração, não tem contribuído para esta atitude de reverência ao Senhor. Às vezes se tornam banais, cantando coisas que até desrespeitam Deus, ou usando palavras de tratamento impróprias. Deus parece mais como colega de escola, o vizinho da esquina, do que o Rei do Universo. Talvez o escritor de Hebreus já pensasse nisso quando alertou: Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor (Hb.12:28, vd.2 Co.7:1; 1Pd. 1:17).
Sacrifícios de Louvor No Antigo Testamento os sacrifícios oferecidos a Deus não podiam ter defeito algum (Lv. 22:19;Dt.15:21; 17:1). O povo foi duramente repreendido por Deus ao oferecer sacrifícios imperfeitos (Ml. 1: 6-14). A adoração, o louvor é hoje um sacrifício voluntário do cristão a Deus (Hb. 13:15), portanto, deve-se ter muita atenção em como está sendo oferecida esta adoração, em vista das leis de perfeição que regulam os sacrifícios. A adoração está entre as obras do cristão que serão julgadas no tribunal de Cristo (1Co.3:13b), julgamento este que vai ser segundo a nossa motivação do coração (1Co 4:5). Será que hoje o que se chama de louvor e adoração é realmente o melhor para Deus? Ou a má qualidade das letras e das músicas atuais está mais para aquilo que é mais fácil, que vende bem, que “não custa nada” (cf. 1Cr.21:24)? O Modelo bíblico. Na adoração o importante é o que Deus acha, não o que o adorador acha. Russell Shedd é muito feliz quando diz: Em diversas partes do mundo surge um volume notável de literatura como objetivo de tornar a adoração cristã mais contemporânea, mais relevante e contextualizada. Quando o interesse dos que congregam para adorar se torna alvo prioritário, o culto forçosamente ganha características de entretenimento. A experiência do adorador recebe prestígio acima da do criador. Mas o que de fato é relevante é o que Deus acha de nossos louvor, orações, mensagens e ofertas. É a “religião-show”: Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas, rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice.Sinceridade é essencial para a adoração, pois o culto hipócrita é fortemente confrontado por Deus ( Is. 1: 11-15; Os. 6: 4-6; Am. 5: 21-24), mas a sinceridade só não basta. Em matéria de adoração o modelo quem fornece é o próprio Deus (Dt. 4:2; 12:32). O homem não está livre para adorar conforme sua própria vontade, mas apenas em “verdade”, isto é, de acordo com os mandamentos de Deus. O lugar de Deus. Com as novas técnicas de adoração voltadas para a satisfação do adorador, que crescem e são inventadas a cada dia o lugar de Deus tem sido usurpado do processo de adoração. Incrível, mas é verdade! Muitas vezes o que se está fazendo não é adoração, mas satisfação pessoal. A criatura tomou o lugar do Criador.
Cantar cânticos com palavras sem sentido, fazer gestos que não dizem nada, aceitar fórmulas e rótulos vazios, que em nada edificam a vida não é culto, não é adoração, é um arremedo (imitação). Por ocasião do avivamento acontecido em Jerusalém sob a liderança de Esdras e Neemias, logo após o retorno dos exilados, gastavam-se três horas para a leitura da Lei do Senhor e mais três horas para confissão de pecados e adoração (Ne 9.1-5). Que diferença dos dias de hoje, não? Ou somos muito melhores do que os cristãos do passado e os israelitas, ou então o evangelho está se desfigurando, passando a ser mero entretenimento. Temos o hábito de chamar o ministério de música como “Ministério de Louvor e Adoração”. Na verdade, colocamos juntos essas duas palavras, como que sendo um nome e um sobrenome. Raramente paramos para pensar nas diferenças complementares entre elas. Assim, vejamos as definições: Louvar – lit. “Barulho” – elogiar, gabar, exaltar, enaltecer, glorificar, aprovar, aplaudir, bendizer. Heb. “halal” – 160 vezes no Antigo Testamento – fonte de “hallellujah”, que pode ser traduzido por “Louvado seja Yah” (Yah como abreviação de Yaweh – aquele que faz as coisas serem”)Referências: Ed. 3:10 –11; 2 Sm 6; Salmos Adorar – lit. “Prostrar-se” – reverenciar, venerar, amar extremosamente, idolatrar, ter grande predileção a, cultuar, curvar-se, cair com o rosto em terra, render-se. Heb. “shachac” – 170 vezes no Antigo Testamento – denota prostrar-se diante de autoridades, mostrando significado cultural (Davi X Saul; Rute X Boaz; José X feixes...) É usado como forma comum de se chegar diante de Deus em adoração (Jr. 7:2). Gr. “proskuneo” – pros (na direção de) + kuneo (beijar) Referências: Gn 22:5; 24:26, 48; Ex 4:31, 12:27, 34:8; Js 5:14; 2 Cr 29: 29-30; Ne 8:6; Jô 1:20; Sl 95:6, 132:7; Mt 2:2, 11; Mc 15:19; Jô 4:22-24; Fp 3:3; Ap 5:14, 7:11, 11:16, 14:7, 15:4, 19:4, 10, 22:8-9.
Veja um Paralelo entre LOUVOR e ADORAÇÃO: LOUVOR: Motivado na alma por um impulso de receber do Senhor ADORAÇÃO: Motivado no espírito por um impulso de dar ao Senhor LOUVOR: Pode ser comunitário ADORAÇÃO: É individual LOUVOR: Brota das emoções ADORAÇÃO: Brota da devoção LOUVOR: Pelos feitos de Deus ADORAÇÃO: Pelo que Deus é LOUVOR: Pelos presentes de Deus ADORAÇÃO: Pela presença de Deus LOUVOR: É uma expressão de vida ADORAÇÃO: É um estilo de vida LOUVOR: É circunstancial ADORAÇÃO: É incondicional LOUVOR: Aprecia os feitos de Deus ADORAÇÃO: Vive para Deus LOUVOR: Pode ser distante ADORAÇÃO: Só ocorre na presença LOUVOR: É mais exuberante, enérgico, movimentado, barulhento, com mais palavras ADORAÇÃO: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras, inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio
Não devemos nos equivocar que é mais espiritual adorar, pois o que aprendemos é que ambos se complementam. Assim, devemos ter a liberdade de louvar com expressões espontâneas, enérgicas ao mesmo tempo de adorar com cânticos mais contemplativos. Na verdade, a Bíblia nos indica que existem várias expressões de louvor e de adoração, tais como através da oração, cânticos, confissão, ofertório, artes em geral, pregação, ceia, batismo e do próprio exercício do ministério. Não importa o exterior, sejam palmas, mãos levantadas, prostrando-se ou com danças. Deus olha o coração, pois diz que um coração contrito não desprezará. Veja abaixo mais referências bíblicas: Com palmas – Sl 47:1, 98:8; Is 55:12 Com mãos levantadas – Sl 63:4, 77:2, 134:2, 141:2; 1Tm 2:8; Hb 12:12 Com júbilo – Sl 27:6, 35:27, 47:1, 81: 1, 2, 89:15, 95:1, 98:4, 107:22, 118:15, 132:16; 1 Sm 18:6, 7; Ex 15:21; Ne 12:43 Prostrando-se – Gn 17:3; Ez 43:3; Ap 4:10; Lv 9:24; Dt 9:25; Sl 95:6, 99:9; 2 Cr 29:28 Com danças – 1 Sm 18:6; Ex 15:20, 2 Sm 6:14, 15; Jr 31: 1-4, 13
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática; São Paulo: Vida Nova, 1999. ALLEN, Ronald e BORROR, Gordon. Teologia da Adoração; São Paulo: Vida Nova, 2002. SHEDD, Russell P. Adoração Bíblica; São Paulo: Vida Nova, 2001. JR, MacArtur, John. Redescobrindo O Ministério Pastoral; Rio de Janeiro: CPAD, 1998. RAMOS, Ariovaldo. Igreja e eu com isso?; São Paulo:Sepal, 2000. BROWN, Archibald. “ Entretenimento- Uma Estratégia do Inimigo” em Fé para Hoje; São Paulo: FIEL. Charles Spurgeon, citado em JR. MacArtur,John F. Com Vergonha do Evangelho; São Paulo: FIEL, 1997. http://adorar.net/ http://vivos.com.br/278.htm http://gracaplena.blogspot.com/
A grosso modo, capitalismo é a influência ou supremacia do capital ou do dinheiro. Em outras palavras, é um sistema pelo qual alguém investe capital ou dinheiro numa atividade produtiva com o objetivo de gerar lucros. Mas, qual a relação que isso tem com o Evangelho?Bem. Com o Evangelho genuinamente bíblico, nenhuma; contudo, com o evangelho que muitos pregam em nosso dias, há uma intrínseca convivência. Lamentavelmente, o Evangelho tornou-se para um grande número de pessoas, num meio totalmente eficaz de enriquecimento, numa fórmula perfeita de ascensão financeira.
Grandes empresas, principalmente do ramo fonográfico e editorial, que nunca nutriram nenhum vínculo com o povo de Deus, infiltraram-se no meio evangélico, buscando dessa forma ampliar seus lucros; atingir um “mercado” em fase de expansão, afinal só no Brasil somos mais de 20 milhões! Utilizam-se do Evangelho de forma, muitas vezes, inescrupulosa, bombardeando os crentes com um marketing estrategicamente elaborado, fazendo uso de uma linguagem cristã, dando uma roupagem aparentemente evangélica ou gospel aos seus produtos. É comum ouvirmos falar de “Plano de Saúde Evangélico”, “Cartão de Crédito Evangélico”, “Shopping Evangélico” etc. Em um periódico, uma agência de turismo anunciava uma excursão à “Disney Gospel”. Até Sindicato de Pastores já foi cogitado entre nós!
O capitalismo, sob uma camuflagem cristã, penetrou no seio da igreja, conduzindo muitos crentes ao consumismo exacerbado e ao materialismo desenfreado. O desejo pela prosperidade financeira suplanta, em algumas denominações, o anseio pela intimidade com Deus. E o pior: a ambição pelo dinheiro ganhou respaldo bíblico. Fazem uso da Bíblia para justificar suas doutrinas de prosperidade. O dízimo, que deveria ser dado com o intuito de manter a obra de Deus, tornou-se numa espécie de “investimento” ou numa “fórmula mágica” para se obter dinheiro de Deus: “Se você der tudo, receberá em dobro”, dizem alguns; e outros: “O diabo segura a carteira do crente para ele não dar oferta”.
A famigerada Teologia da Prosperidade, que é motivo de controvérsia entre as diversas denominações evangélicas, ganhou terreno e já é naturalmente aceita por inúmeras igrejas. Em muitos casos é utilizada de forma apelativa, como um chamamento para os que enfrentam algum tipo de dificuldade financeira ou males físicos: “Se Jesus estivesse entre nós, hoje, ele sairia num Boeing particular e compraria emissoras de rádio e televisão para pregar o mais rápido possível a sua Palavra”, foi o que afirmou um pastor ligado ao movimento. Para muitos que compartilham essas idéias, Jesus foi um grande milionário e até usava roupas de grife. Frases tais como “eu peço”, “eu clamo”, “eu imploro”, “eu suplico” foram substituídas por “eu exijo”, “eu decreto”, “eu determino”, “eu reivindico” etc.. São, no dizer de um escritor cristão, os “super-crentes”, àqueles que podem tudo, que estão sempre “amarrando satanás” e que, aparentemente, estão isentos dos dissabores da vida. Todavia não são poucos os relatos de desapontamentos, quando percebem que a vida não é nenhum mar rosas e que, tais quais qualquer outra pessoa, estão sujeitas às mesmas procelas; quando sentem na própria pele, o “espinho na carne”.
A prosperidade financeira transformou-se numa espécie de “femômetro” (ou “fidemômetro”), capaz de medir o grau da fé de alguém: se prosperou, a fé é grande; se fracassou, é pequena. Provavelmente para estes, os crentes da Somália, da Etiópia, de Filipinas, de Serra Leoa, do Afeganistão etc. são todos fracassados, visto que vivem na miséria. Ao contrário, os suecos, os japoneses, os americanos (principalmente estes, que inventaram tal doutrina) são poderosos na fé, uma vez que vivem numa grande bonança financeira. É muito cômodo a quem tem dinheiro e saúde proclamar, como um arauto, que a escassez de dinheiro e a enfermidade significam ausência de fé!
Para esses pregadores, a fé só é fé se vier acompanhada de bênçãos materiais. Eles dizem - categoricamente - que se as nossas orações não estão sendo respondidas é porque não temos fé, e se a temos, ela é deve ser fraca. Não é à toa que muitas pessoas vivem atormentadas por culpas. Sentindo-se fracassadas espiritualmente, perguntam: Será que a minha fé é fraca? Será que estou em pecado?É deveras angustiante servimos a Deus, crermos na sua Palavra, e ainda assim sermos acusados de falta de fé. Esses “superpregadores” esquecem-se que, não obstante servirmos a um Deus Todo-Poderoso, maravilhosamente Poderoso, infinitamente Poderoso, ainda assim somos humanos, vivemos num mundo onde alegria e tristeza, pobreza e riqueza coexistem relativamente para cada pessoa. Se a chuva vem para os justos e injustos, conclui-se que as dificuldades não são diferentes. Conheço pessoas ímpias que não somente têm dinheiro, como também esbanjam saúde; também conheço pessoas cristãs, sinceramente cristãs, fiéis a Deus, que além de não terem saúde, têm escassez de dinheiro, vivem de aluguel, ganham um ínfimo salário. Também conheço o oposto: pessoas ímpias que não tem nada, vivem na miséria, e pessoas cristãs que tem saúde e dinheiro. A DIFERENÇA NÃO ESTÁ EM NOSSOS BOLSOS, EM NOSSOS CORPOS FÍSICOS: ESTÁ DENTRO DE NOSSOS CORAÇÕES. Se Deus é o nosso estandarte, então as circunstâncias, não importam quais, não impedem que sejamos verdadeiros filhos seus, e isso mesmo diante da pior tempestade. O que nos conforta é sabermos que em nenhum instante estaremos sozinhos. O apóstolo Paulo, diz a Bíblia, tinha um misterioso espinho na carne, e mesmo clamando a Deus não foi respondido. Vale a pena perguntar: será que ele também não tinha fé?
Se formos fazer uma análise dos chamados “Heróis da Bíblia” ou dos “Heróis da Fé”, perceberemos que a vida para eles não foi tão regalada como afirmam hoje os pregadores dessa teologia. Na antiga dispensação, é verdade, os homens de Deus, como Abraão, Jó, Salomão, entre outros, tiveram grandes riquezas; todavia, Moisés, Jeremias, Isaías e outros profetas não as tiveram. Então pergunto: Será que os primeiros eram diante de Deus melhores que os segundos? Se formos analisar a vida dos homens de Deus, principalmente na Nova Aliança, após o advento de Jesus, concluiremos, começando por Jesus, que a vida para eles não foi tão abastarda assim. A Bíblia afirma que Jesus não tinha sequer onde reclinar sua cabeça. O diabo, quando o tentou, ofereceu-lhe as riquezas do mundo, os tesouros do reino da terra, mas Jesus o repreendeu. Foi Jesus quem disse que o nosso tesouro deve estar nos céus, porque lá a ferrugem não o corrói. Por que será que em vez de ter nascido num esplendoroso palácio, ele nasceu em uma manjedoura (Tabuleiro em que se põe comida para os animais nas estrebarias)?
Os discípulos de Cristo também não eram ricos. O único que se deixou levar pela ambição, Judas, teve um fim deveras trágico. Quando algumas pessoas ricas chegavam para Jesus, como é o caso de Zaqueu e do jovem rico, foram motivados por ele a dividirem seus bens com o próximo. A Igreja primitiva tinha esse hábito. Diz a Bíblia que os irmãos prósperos dividiam com os menos favorecidos socialmente os seus bens. O apóstolo Paulo não teve, como alguns supõem, uma vida maravilhosa. Muito pelo contrário, sofreu pelo nome de Jesus, não somente açoites, mas prisões, e mesmo a morte. Em uma de suas epístolas, diz ter feito tendas para se manter, não querendo causar peso aos outros. Que diremos de João que, mesmo estando preso numa ilha, permaneceu firme na fé, sem jamais questionar os desígnios de Deus?
Não estou fazendo apologia do fracasso, da doença, da pobreza. Não, não é isso! Muito pelo contrário, não há nada de errado em desejarmos ter uma vida bem sucedida; não vejo nenhum problema em querermos uma vida com saúde. Tudo isso é bom e importante, contudo, se porventura nos faltarem essas coisas, nunca devemos achar que por isso não temos fé. Nossa fé deve ultrapassar o limite humano. Se formos agir conforme a lógica, de acordo com o aparentemente óbvio, estaremos na verdade praticando o contrário da fé. Somos salvos pela fé, portanto, a fé não é uma “fórmula mágica” que faz surgir do nada aquilo que necessitamos. Não, não, não é isso. Oferecer algo a Deus é fé: Abel ofereceu a Deus o mais excelente sacrifício, pelo que, diz a Bíblia, obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus (Hebreus 11:4). Agradar a Deus é fé: Enoque foi transladado para não ver a morte, pois agradava a Deus (Hebreus 11:5). Obedecer a Deus é fé: Noé seguiu os conselhos de Deus, construiu uma arca sob à zombaria de seus conterrâneos, e desta forma deu continuidade à espécie humana (Hebreus 11:7). A fé fez com que Moisés abandonasse o conforto do Palácio de Faraó, para sofrer por seu povo. Muitos, por sua fé, foram apedrejados, provados, perseguidos, humilhados, açoitados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada. Outros, pela fé, tiveram de andar peregrinos, vestidos de peles de ovelhas, necessitados, aflitos, maltratados. Como diz a Bíblia, homens dos quais o mundo não era digno. Viviam pela fé, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Mesmo não tendo a concretização da promessa, eles não desistiram, perseveraram na fé. E a fé para eles foi sofrer pelo nome de Cristo. Muitos, movidos pela fé, foram jogados em arenas para serem devorados por leões. E a fé venceu.
E hoje o que é a fé para muitos? É viver regaladamente em suas lindas mansões, é ter o carro do ano, de preferência importado. É possuir saúde, e muitas vezes, fama. Pregar é mais cômodo pela televisão e no rádio. Para que ir à Índia, à Etiópia, à Somália, ao sofrido Iraque, aos submundos das favelas, se é possível viver “rompendo em fé” aqui em meu conforto?
O desejo por riquezas tem conduzido muitos crentes sinceros ao afastamento do verdadeiro Evangelho, da pureza e santidade da Palavra de Deus. Com freqüência surgem novos movimentos que, de início, causam escândalos, porém logo são assimilados, ganham um rótulo evangélico ou gospel e, por ausência de questionamentos, passam a servir de modelo até mesmo para os mais conservadores.
"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra." Atos 1.8
Queridos,
Este texto é riquíssimo e pretendo falar dele outras vezes.No momento me prenderei a algo bastante importante para o cumprimento do chamado do Senhor Jesus que é quando diz: "sereis minhas testemunhas". O que será que Jesus quis dizer com isso?"Testemunhas", no grego é "martys" que origina da palavra "martyr" que quer dizer: Quem se sacrificou, ou foi morto, em nome de uma crença ou de um ideal; Quem sofre intensamente por alguma coisa; VÍTIMA.
Após esta compreensão podemos dar um sentido diferente às palavras do nosso grande Mestre Jesus. O que Ele quis dizer aos discípulos é que ao serem Suas testemunhas passariam pelo que Ele passou, sofreriam o que Ele sofreu e estariam dispostos a dar a vida pela causa de Jesus. Sabemos pela história que, com exceção de João, todos os discípulos morreram martirizados por amor Àquele a quem se predispuseram a obedecer.
Costumamos dizer que queremos ser testemunhas do Senhor Jesus. Comumente citamos essas palavras de Atos em nossos sermões, mas esquecemo-nos do contexto em que elas foram ditas. Que frase profunda! Quanta responsabilidade assumimos ao concordarmos com Jesus em sermos suas testemunhas.
Será que estamos dispostos a sermos testemunhas genuínas do Senhor Jesus? Reflitamos sobre isso e peçamos ao Senhor para falar mais direta e profundamente em nossos corações durante esta semana.
Em uma sociedade pós-moderna, em que sistemas e máquinas cada vez mais ganham espaço, nunca se preocupou tanto com o que fazer com uma peça fundamental neste contexto: o ser humano.
Empresas e organizações buscam freneticamente Programas de Motivação, Projetos de Qualidade de Vida, Treinamentos de Trabalho em Equipe, etc., muitas vezes sem sucesso, pois existe sempre uma luta entre a obtenção de lucros e a necessidade das pessoas.
Ninguém melhor que a Igreja para atender esta necessidade, cuidar do indivíduo, já que seu principal foco são pessoas transformadas.
Por este motivo, gostaria de refletir com você sobre como seria uma Igreja Modelo em Gestão de Pessoas.
Atração
Embora negligenciada por muitos que oferecem facilidades e promessas de “uma vida melhor”, a Mensagem do Evangelho, as Boas Novas, continua mais do que nunca viva e muitos querem, sem saber, participar desta organização sólida, perene e promissora que é a Igreja de Cristo.
Portanto, o primeiro passo para ser modelo em gestão de pessoas é anunciar a Mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, simples, porém, poderosa e transformadora.
Nesta fase, não há nada de mal em utilizarmos as ferramentas de marketing sem, contudo, ferir os princípios do Evangelho. Jesus se mostrou perito nisto!
Informação
Muitas empresas realizam com seus empregados recém-admitidos um Programa de Integração.
Nele, o novo colaborador conhece um pouco da história da empresa, seus produtos e serviços, sua missão, visão e valores, além de alguns dos seus principais executivos.
Também a Igreja que deseja ser modelo em gestão de pessoas deveria aplicar um processo semelhante, onde tópicos similares aos acima descritos seriam passados às pessoas que estão chegando, proporcionando uma integração muito mais rápida e efetiva.
Mostrar sua história, seus valores, seus líderes e seu propósito na comunidade na qual está inserida ajuda aos novos ou potenciais integrantes saber “onde estão pisando”, se estão alinhados à visão desta igreja e se poderão ser bênção e abençoados nela.
Pessoas certas nos lugares certos
Após integrar as pessoas, um trabalho de descoberta dos talentos de cada um deveria ser implementado, visando, com isto, a direcioná-las para aquilo que sabem e podem fazer para o bem da coletividade.
Isto faz com que se sintam úteis e reconhecidas, além de serem produtivas e este sentimento é um dos melhores para qualquer pessoa. Ninguém gosta de se sentir inútil.
Como disse, o líder que assim proceder estará praticando o reconhecimento, algo que muitos buscam, mas poucos têm. Não é raro ouvirmos pessoas se queixando de que não são reconhecidas ou valorizadas em suas igrejas.
Todos nós possuímos talentos que podem ser usados para a glória de Deus!
Treinamento e Desenvolvimento
O desenvolvimento do potencial de cada indivíduo, desde o conhecimento das Escrituras, bem como de música, teatro, cidadania, dentre outros, é papel da Igreja que quer ser modelo em gestão de pessoas.
Também o desenvolvimento das lideranças, que é crucial para o bom desempenho dos diversos ministérios e departamentos da Igreja.
Programas de Treinamento e Desenvolvimento contínuos devem fazer parte do calendário de uma Igreja Modelo.
Avaliação de Desempenho
Falar em Avaliação de Desempenho em uma Igreja é um tabu a ser vencido, mas gostaria que você, líder, pensasse seriamente sobre o assunto.
São inúmeras vezes que o Senhor aplicou este conceito nas Escrituras. Veja dois exemplos: Juízes 7, quando de 32 mil homens só restaram 300 e em João 15, Jesus nos dá outro exemplo de Avaliação de Desempenho.
Querido líder, não deixe que pessoas sem compromisso ou despreparadas, que não comunguem da mesma visão que Deus um dia lhe deu, estejam na liderança do povo que Deus lhe confiou. Você prestará contas!
Qualidade de Vida
O estresse é uma dos males do século 21 mais preocupantes.
Os noticiários mostram a crescente onda de violência que nos ronda, onde pessoas aparentemente comuns e pacatas cometem atos de extrema brutalidade os quais nunca imaginaríamos.
Isto porque o ambiente em que vivem é propício. Pessoas à beira de um ataque de nervos pelos inúmeros problemas que as afligem. Muitos são solitários em meio à multidão.
Ao contrário, na Igreja, não só os ensinamentos, mas o clima emana harmonia, amor, participação, aceitação e, conseqüentemente, o enlevo da auto-estima. Já dizia o sábio: "Mente sã, corpo são".
Já ouviu aquele ditado: "Quem canta, seus males espanta"?! Imagine quem canta para Deus?!
A Igreja Modelo deve ser acolhedora, família, integradora e vibrante. Deve pensar em programas para todas as idades, visando a dar opções saudáveis frente às que nos são oferecidas pelo sistema.
Cuidado
Você já ouviu falar em CRM – Customer Relationship Management, o termo inglês que significa Administração do Relacionamento com o Cliente? Pois bem. Eu sou defensor de um Programa de MRM – Member Relationship Management, ou seja, Administração do Relacionamento com o Membro.
Nele o líder deveria ter todas as informações possíveis sobre o membro de sua comunidade, tais como: histórico de vida, família, formação escolar, profissão, hobby, talentos, dificuldades, solicitações que já fez etc.
De posse deste conhecimento, além da atualização constante, de acordo com os acontecimentos, pode-se cuidar melhor desta pessoa.
Este conhecimento dará subsídios para diversas ações que possam ser tomadas em relação ao membro. Treinamento, oração, assistência social, aconselhamento, utilização em ministérios ou eventos extras, dentre muitas outras.
É improvável que um pastor de uma Igreja de 1.000 membros, por exemplo, saiba de tudo o que acontece com estes, mas com a ajuda de líderes que forneçam as informações necessárias de seus liderados, isto pode ser possível, caso um programa desta natureza seja colocado em prática.
É claro que em um artigo não poderíamos discutir sobre todo este assunto que é tão vasto, mas minha real intenção é motivá-lo a pensar mais sobre o mesmo e implementar ações que farão de sua Igreja um Modelo em Gestão de Pessoas, para a glória do Senhor!
Moral e Ética Por Caio Feijó Psicólogo, especialista em Clínica e Educação.
Quando falamos em ética, estamos nos referindo a bons costumes, bons valores, válidos para todos os seres humanos, como amor, paz, bondade e tolerância, entre outros tantos. Costume em grego é “ethos” (ética) e em latim significa “mores” (moral). Talvez esteja aí a origem da costumeira confusão que fazemos entre moral e ética. A ética é a teoria ou a ciência do comportamento dos homens em sociedade. A capacidade ética tem por objetivo a reflexão crítica do ato moral, ou seja, sobre o que é (ou pode ser) errado. Assim a ética não é moral. Moral é o objeto de estudo da ética, diz respeito a costumes, valores e normas de conduta de cada sociedade (prática). A ética, então, pode ser o regimento, a lei do que seja ato moral, o controle de qualidade da moral. Daí os códigos de ética servem para as diferentes micro-sociedades dentro do sistema maior. A moral por sua vez, de acordo com Kant, “é aquilo que precisa ser feito, independentemente das vantagens ou dos prejuízos que possa trazer”. Assim, quando praticamos um ato moral, poderemos até sofrer conseqüências negativas, pois o que é moral para uns pode ser amoral ou imoral para outros. Veja o exemplo. A família do Sr. João tem o costume de tomar banho junta. Pai, mãe e filhos (meninos e meninas) sempre tomaram banho juntos. É cultural, dentro da casa, a exposição do corpo nu entre eles sem que haja conotações de sexualidade ou de promiscuidade. No entanto, seus vizinhos, regidos por uma cultura totalmente avessa a esse tipo de comportamento, quando ficaram sabendo do banho coletivo familiar daquela família, passaram a denominá-la de imoral. Esse simples e pequeno exemplo pode justificar o que foi afirmado acima: que ações morais, para uns, podem ser imorais para outros. Não há como definir quem está “certo” ou quem está “errado”, é uma questão cultural familiar, de uma micro-sociedade. Duas pessoas podem ter valores diferenciados a respeito do que seja ato moral ou imoral, é uma questão de consciência pessoal. Daí o conceito de Kant sobre “aquilo que precisar ser feito”. Para qualificar, ou seja, para normatizar o que é ou não moral em micro ou macro sociedades, instituíram-se os códigos de ética. Todas as sociedades têm o seu. Pode ser documentado com parágrafos e capítulos ou pode ser, no caso de algumas culturas, uma forma de viver aceita pelos seus membros. Na Índia existem algumas aldeias em que os mais velhos mutilam sexualmente as meninas ainda crianças extirpando o seu clitóris. Não está escrito em lugar algum que isso deve ser feito, mas todos, apesar da revolta do resto da humanidade, mantém essa atitude em nome de um ato ético que diz que, naquela sociedade mulher não pode sentir prazer. Os códigos de ética, então, servem para definir o que é e o que não é ato moral. Em nossa sociedade capitalista que valoriza a posse de bens materiais e do lucro em detrimento dos valores morais, o que vale é não quebrar o código de ética estabelecido. Assim, quando deputado, senador, prefeito ou vereador aumenta o seu salário em 300%, argumenta sem constrangimento que “a legislação nos permite a manobra”, colocando a culpa num regimento, estará sendo ético, mas imoral ao mesmo tempo. A democracia, mal interpretada no seu objetivo, autoriza a sociedade, de modo geral, a usar de qualquer forma manipulativa, que não atente aos códigos de ética como os regimentos e código penal, por exemplo, para acúmulo de bens. A minoria apoiada pelos políticos, pelos capitalistas, enfim, por quem detém o poder, cada vez ganha mais e, conseqüentemente, acumula mais. Por outro lado temos a maioria dessa sociedade que não possui essas habilidades e oportunidades, ou não interessa por elas. Representam o contraponto das diferenças sociais, no qual algumas pessoas possuem o que não conseguiriam consumir em toda a sua existência e por isso esbanjam adquirindo carros de milhões e casas suntuosas, desvirtuando por completo o conceito de ética representar bons costumes e bons valores, e por outro lado indivíduos mantendo suas famílias com salário mínimo e vivendo em uma subvida, na miséria. É ético? Sim! Pois não viola as leis do sistema. É moral? Não! Pois viola os direitos humanos em toda a sua essência. Conseqüências? Muitas! Principalmente no quesito, aumento do comportamento anti-social como corrupção, sonegação, agressividade e violência, o que resta a muitos como recurso para demonstrar a sua indignação.
Pastor da Igreja Cristã Antioquia (Copacabana e Guadalupe); Bacharel em Teologia; Professor de Liderança e Ética Pastoral pelo Seminário Teológico Maranata - Tijuca; Líder de Jovens; Professor de EBD e, principalmente, um servo do Senhor Jesus cheio de defeitos mas que não se contenta com eles e tem deixado o Espírito Santo trabalhar... Não sou perfeito, mas mesmo assim sou chamado de embaixador do Rei Jesus! É isso aí!